13/09/2007

Razão perdida


Vez por outra
Arrebata-me colossal medo
Deste estranho sentimento
Que por ti sustento
Com cada vez menos segredo

E neste invólucro
Misto de pavor e alegria
Há pouco o controle perdi
Deixando de a ti omitir
Sentimento, desejo, fantasia

Sobretudo o horizonte
Já não me pertence mais
Aí é onde o temor reside
Pois, para controlá-lo não incide
Em meu pensamento, método eficaz

Certo estou, agora
Nunca ter sido rocha tão dura e grossa
Que tão bela e doce água
Dissolva, em mim, toda mágoa
De tão breve e efêmera, natimorta

Resta-me, nessa hora
Como Los Hermanos orar
E sabe-se lá, por um instante
Ver, de perto, o horizonte distante
E não ter, jamais, que te racionalizar.

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