06/09/2007

Confissão

Se acaso, algum dia
Alguém realize a proeza
De ler parte de meus versos
Verá como minha retórica
É pobre
Como pobre sempre está
O meu espírito
No ato de redigir
Verás quantos nãos
E talvez há neles.

Mas, minha existência
É repleta de dúvidas
E negações
Medos
Poucas emoções.

Verás, nobre amigo,
A medida da insignificância
De versos
Que pautam nada
Não existem
Não transmitem

E perceberás
Que esse ser
Que vos escreve
Sempre foi,
De verdadeiro,
Uma farça.


Leo Vilas Verde: Mataripe - São Francisco do Conde - Bahia
18 de julho de 2004
Foto: São João do Cabrito, durante o show da Tallowah Roots na Festa dos Pescadores 2007



O Rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas:
Um único problema vivido, duas soluções
pensadas







“Sonhar o pão toda manha / E ser aquele que mastiga / Sonhar o gosto do alimento
/ Se misturando na saliva / Aquele aroma que a gente sente / Pó de café na água
quente / Sonhar escola Senhor São Bento / Sonhar o tal discernimento / (...)
Sonhar a besta que em seu fastio / A fúria do começo viu / Sonhar o fogo do
quilarão / Que veio do ainda não / (...) Sonhar a porta da esperança / O entra e
sai da vizinhança / Sonhar o curso do marinheiro / Que navegou no muno inteiro /
Sonhar a lenda por cuja fenda / sabedoria nos assalta / Sonhar o mito que em
todo o rito / O filho ao parricídio ata.


Sonhar (sonho da
criança-futuro-bandido da favela, na noite de natal); Em: Jogos de Armar (CD),
Tom Zé, autores: Tom Zé e Sérgio Molina.





O filme documentário “O Rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas” conta a realidade de um dos conglomerados urbanos mais violentos do Brasil: a Região Metropolitana de Recife, em Pernambuco. É na Cidade de Camaragibe que toda a trama se desenrola. Uma cidade que sobrevive na dependência da capital - Recife. Nessa cidade onde a criminalidade ganha grande dimensão duas soluções são contrastadas. Soluções advindas das pessoas que vivem o problema, não das autoridades do Estado.


De um lado, um grupo de jovens, protagonizado por Helinho (um jovem justiceiro, acusado de ter matado 44 pessoas), acredita que a solução para a criminalidade é eliminar os criminosos (as almas sebosas). De outro lado, um segundo grupo, protagonizado por Alexandre Garnizé (músico que desenvolve trabalhos sociais), acredita que a solução está na melhoria da qualidade de vida da população, através do oferecimento de direitos básicos como educação, saúde e renda e da transformação propiciada pela arte.


Essa história, apropriada pelo filme, trás à tona grandes discussões da contemporaneidade. A descrença na justiça; a falta de políticas públicas que denuncia a ausência do Estado; a realidade em que fatores sociais, históricos, econômicos e políticos mergulharam, e ainda mergulham, a população brasileira, são alguns desses temas.


A descrença no aparato jurídico leva a uma atitude: fazer justiça com as próprias mãos. É por isso que, mesmo tendo confessado mais de quarenta assassinatos, Helinho ainda recebe apoio da população que chega a fazer um abaixo-assinado solicitando a sua soltura, pelos serviços prestados ao “bem” coletivo. A ausência do Estado, que também leva a essa atitude, também provoca uma segunda: tapar os buracos descobertos por esse. A ação social de Garnizé é exemplo desses tipos de iniciativa popular surgida para fazer aquilo que seria dever do Estado. A complexidade da realidade em que essas comunidades vivem também tem um conseqüente grave: a descrença na possibilidade de ser diferente, de mudar, o que torna as pessoas mais passivas em relação à construção de seu cotidiano.


Atirando no espelho


Alma sebosa, segundo os próprios jovens justiceiros, “é aquele cara que não serve pra nada, inútil”. Na tradução do delegado eles são “pessoas que não têm a conduta perfeita, desajustados”.


Alguém poderia perguntar: como os justiceiros identificam uma alma sebosa? Aí se encontra um paradoxo. A descrição que eles fazem é quase um auto-retrato. Eles observam elementos como roupa, brinco, tatuagem, boné, ou seja, as mesmas características utilizadas pelas forças do Estado que exterminam pobres, negros, moradores de bairros populares, homens e jovens como indicam os estudos sobre mortes violentas no Brasil. É como atirar no espelho. Isso demonstra o quanto os estereótipos de criminalidade estão disseminados em todas as camadas da sociedade, mesmo entre aqueles que pertencem ao grupo discriminado.


Essa é uma realidade freqüente em várias localidades do país. Dos atos de homicídio “direto”, a juventude é quem mais mata e quem mais morre. O homem é quem mais mata e quem mais morre. Os moradores de bairro popular são quem mais mata e quem mais morre. O afro-descendente é quem mais mata e quem mais morre. Obviamente isso mudaria se considerássemos “assassinatos indiretos” como fome, epidemias, desastres ambientais, guerras, etc.


Tal contexto pode levar, como se tenta fazer perceber, que aquela representação do criminoso acima exposta é valida, ou seja, que negros, pobres, jovens e homens são realmente pessoas suspeitas. Mas vale lembrar um princípio do direito criminal: “toda pessoa é inocente, até que se prove o contrário”. Ninguém está pré-determinado a ser criminoso. Teorias raciológicas já tentaram dizer o contrário, como as de Lombroso – na Itália – ou de nina Rodrigues – no Brasil. Elas foram superadas pelo código, mas nas mentes e práticas sociais elas continuam a influenciar.


Vulnerabilidade juvenil


O Rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas ilustra como a juventude brasileira, está vulnerável a toda a sorte de alegrias ou desgraças.


Alexandre Garnizé e Helinho, apesar de trilharem caminhos diferentes, estão imersos num mesmo problema: a ausência de perspectivas seguras de vida. Eles e tantos outros jovens que compartilham tal realidade fazem parte de um grupo estatístico nada agradável. O grupo dos que, em geral: incharão o índice de desemprego; terão os salários mais baixos; hegemonizarão as penitenciárias; utilizarão o Sistema Único de Saúde; terão os menores índices de escolarização; terão as menores expectativas de vida... Afinal, são homens, pobres e negros. Obviamente que isso não é um determinante, mas, infelizmente, é uma tendência observada nos estudos de desenvolvimento humano e de mortes por violência.


Quebrar esse ciclo é o desafio. Para isso é necessário considerar a complexidade em que o problema está inserido. Soluções isoladas só amenizam, mas não resolvem a situação. É possível sonhar, mas com os pés no chão!


Ficha técnica

Documentário: O Rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas (2001)
Produção: Raccord e Riofilmes
Direção: Paulo Caldas e Marcelo Luna
Tempo: 75 minutos, aproximadamente
Leo Vilas Verde
Foto: Litoral Norte - Bahia

04/09/2007

Meu

Meu

Quiçá falar de sol, lua e estrelas
Seja lugar comum quando tratamos de amor
Quiçá não haja, no mundo, flores o suficiente
Para representar a amizade
Quiçá não exista tamanha vida nos mares
Que preencha a beleza desse olhar
Quiçá os campos sejam menos acalentadores
Que uma simples presença.
Quiçá o precipício não libere mais adrenalina
Que um encontro
Quiçá inexistam tóxicos
Mais entorpecentes que um toque
Quiçá a alegria
Quiçá o abraço
Quiçá o olhar
Quiçá o sorriso
Queiram provar para mim
A descoberta de meu tesouro
A revelação de minha dádiva
A materialização de um deus
De meu “Rei do Ébano”!

Leo Vilas Verde, Salvador, 13 de junho de 2007
13:50h
Foto: Baía de Todos os Santos vista do Bar de Neinha, Plataforma - Salvador

03/09/2007

Vamos ao Voto!!!!!!!!


Plebiscito Popular A Vale é Nossa

Pessoas...

Esta semana, de 01 a 07 de setembro, ocorre em todo o Brasil o Plebiscito Popular com o objetivo de consultar e mobilizar a população sobre alguns temas importantes: A reestatização da Companhia Vale do Rio Doce, o pagamento da dívida externa e seus abusivos juros, a taxa da energia elétrica e a reforma da previdência. Aqui na Bahia, um quinto tema foi adicionado ao Plebiscito: a transposição do Rio São Francisco.
Durante toda a semana, urnas serão instaladas em locais de grande movimento, instituições educacionais, organizações populares, associação de moradores, igrejas, etc. Em Salvador, a Comitê do Plebiscito fica na Associação dos Engenheiros Agrônomos da Bahia – AEABA, ao lado da entrada principal do Passeio Público, no Campo Grande.


As perguntas a serem respondidas são as seguintes:


1- Em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce patrimônio construído pelo povo brasileiro- foi fraudulentamente privatizada, ação que o governo e o poder judiciário podem anular. A Vale deve continuar nas mãos do capital privado?


(X) NÃO


2- O governo deve continuar priorizando o pagamento dos juros da divida externa e interna, em vez de investir na melhoria das condições de vida e trabalho do povo brasileiro?


(X) NÃO


3- Você concorda que a energia elétrica continue sendo explorada pelo capital privado, com o povo pagando ate 8 vezes mais que as grandes empresas?


(X) NÃO


4- Você concorda com uma reforma da previdência que retire direitos dos trabalhadores/as?


(X) NÃO


5- Você é a favor transposição do Rio São Francisco, sabendo que ela só beneficia a monocultura e o capital estrangeiro, gerando graves problemas ambientais, violentando as comunidades tradicionais?


(X) NÃO

Vote NÃO em todas as questões e ajude-nos a construir um Projeto Popular para a Brasil!!!!

A Vale é Nossa!!!!!!

Plebiscito Popular A Vale é Nossa

Leo Vilas Verde


Na noite dessa terça-feira, 28 de agosto de 2007, ocorreu, no Centro de Cultura, Orientação e Estudos Quilombo - COEQUILOMBO, em Plataforma, uma palestra sobre o Plebiscito Popular sobre a reestatização da Companhia Vale do Rio Doce. A atividade envolveu mais de 40 estudantes do curso pré-vestibular alternativo que funciona no Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Objetivando sensibilizar e mobilizar as pessoas a participarem do processo de consulta popular, a palestra iniciou com uma breve reconstrução dos passos históricos que desembocaram no Plebiscito Popular deste ano: Semana Social Brasileira, Plebiscitos Populares sobre a Dívida Externa e a ALCA, Assembléia Popular, entre outros. Logo após, foi exibido o vídeo que mostra o processo de privatização da Vale do Rio Doce e as mobilizações populares contra a privatização, em 1997, e pela reestatização, a partir de então.

Após o vídeo, a palavra foi franqueada aos estudantes que puderam tecer um rico debate sobre a privatização da Vale do Rio Doce e de outros patrimônios nacionais, o sistema capitalista e seus prejuízos para a maioria da população, o papel do Estado como gestor da coisa pública, entre outros temas transversais ao Plebiscito A Vale é Nossa. Ao final, o debate discorreu sobre os problemas e dificuldades de mobilização das pessoas em lutas como essa e a importância da participação do povo na construção de um Projeto Popular para o Brasil e para o mundo.

Contrastando os argumentos contra e favor à reestatização da Vale do Rio Doce, pôde-se estimular a reflexão sobre todo o processo de privatização e sucateamento do Estado Brasileiro que está em curso desde a década passada. A atividade foi finalizada com uma breve explicação de como é possível participar do Plebiscito Popular que ocorre, em todo o Brasil, entre os dias 01 e 07 de setembro deste ano.

Redução da Maioridade Penal

Do dia em que um Senador resolveu analisar a criminalidade juvenil

Leo Vilas Verde


Todas as poucas vezes em que um adolescente se envolve num crime contra a vida (geralmente, a vida em questão é de alguém com posses e, conseqüentemente, de influência), ressurge a pressão midiática (a qual a própria mídia atribui à suposta opinião pública) em torno da maioridade penal. O caldeirão em voga foi esquentado após a morte de João Hélio, da qual se diz haver participação de um adolescente.
Essa pressão midiatizada tende, em todos os episódios, a fomentar a criação ou ressurreição de diversas propostas de recrudescimento de penas, sobretudo, de redução da maioridade penal que hoje é de 18 anos. Desta vez, ao Senador Demóstenes Torres (DEM-GO, antigo PFL) foi dada a responsabilidade de analisar cinco propostas de emenda constitucional com esse teor, apresentadas entre 1999 e 2004. Mas o senador não se contenta com a análise das matérias em si e também afere conclusões sobre juventude e criminalidade juvenil
[2].
Quando fiz cursinho pré-vestibular num quilombo educacional do Subúrbio Ferroviário de Salvador, tive uma professora negra e franzina que repetia sempre: “um bom texto deve prezar pela clareza, concisão e coerência”. E completava: “Evite entrar em discussões que você não domina”. Creio que o Senador Demóstenes precisava estar naquelas aulas.
Em seu relatório, apresentado, votado e aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o parlamentar comete, segundo minha humilde análise, alguns equívocos importantes. Entretanto, como se criou o chavão de que as pessoas só criticam, mas não sugerem, rechearei minha análise de sugestões aos senhores parlamentares.
Primeiro, o relator procura, como um bom competidor, desqualificar seus adversários – nesse caso, os legisladores que estabeleceram a maioridade penal em 18 anos – valorando sua produção ao adjetivá-la de “ficção jurídica, uma construção abstrata e apriorística da lei”. Que se defendam os legisladores em questão, pois eu não tenho idade para entrar nesse conflito. Entretanto, eu só não consigo perceber abstração na lei na estátua que fica lá na Praça dos Três Poderes, pois ela é literalmente concreta.
Depois, o relatório destaca um argumento recorrente nas diversas propostas: “o desenvolvimento mental dos jovens de hoje é muito superior aos de seis décadas atrás, principalmente em virtude da revolução tecnológica dos meios de informação”। Se o marco é seis décadas atrás, então a revolução da qual o Senador se refere é a Televisão? Todas as pessoas têm acesso igualitário a essa tecnologia e às que se seguiram a ela? Todos têm voz nessa rede de informação? Quem fala nesse mundo da comunicação? Afinal, a recepção é apenas um ponto do processo comunicativo. Ora, que tem a ver quantidade de informação e discernimento? Há diversos estudos, inclusive, que relacionam o aumento da criminalidade com o consumo de bens e produtos midiáticos e tecnológicos que banalizam a violência.


ARGUMENTO I: Revolução tecnológica dos meios de comunicação leva ao desenvolvimento mental।


SUGESTÃO CRIMINOLÓGICA I: Aplicar sessões de 16 horas (aqui não há nenhum trocadilho) diárias de Linha Direta, Brasil Urgente, Ratinho, Jornal Nacional, da Band, da Record, do SBT, intercaladas com desenhos animados japoneses, estadunidenses ou europeus repletos de super-heróis, superpoderes e muita agressão física do bem contra o mal.


Outro equívoco – grave problema de incoerência – surge no trecho em que o Senador afirma estar a legislação em vigor desatualizada e que a Assembléia Constituinte de 1988 “decidiu simplesmente suspender a história”. Afirma ainda o ilustre relator: “decidiu-se ignorar o desenvolvimento cultural e intelectual do povo de um século. Na verdade, ignorou-se o progresso social de quase um século e meio, já que o Código Criminal do Império previa maioridade penal aos quatorze anos”. E, para dar uma aura de cientificidade ao argumento, o parlamentar menciona Tobias Barreto, a quem intitula de “maior penalista do Império Brasileiro”, e sua obra “Menores e Loucos em Direito Criminal”, escrita em 1884.
Todavia, desde quando, progredir é voltar mais de 100 anos de história? Ou no início dos tempos houve responsabilização penal etariamente maior e foi regredindo até chegar aos 14 anos no Brasil Império e voltar aos 18 anos no século XX? O que se chama de desenvolvimento cultural é o retorno à lei de Talião ou à inexistência de lei? Quem sabe se com um empurrãozinho do Comitê de Política Monetária, reduzindo os juros, o desenvolvimento não acelera e conseguimos, rapidinho, progredir para a maioridade penal de zero anos incompletos? Seremos mais desenvolvidos que os Estados Unidos!


ARGUMENTO II: Os legisladores suspenderam a história e a legislação está 150 anos desatualizada।


SUGESTÃO CRIMINOLÓGICA II: Inventar uma máquina para retrocedermos no tempo ou colocar a terra para girar no sentido contrário, pois, de acordo com o raciocínio, assim progrediríamos e combateríamos melhor a criminalidade juvenil।


O argumento que fecha a análise – esse muito mais difícil de assimilar – merece a transcrição literal de premissa e conclusão. A premissa: “No Rio de Janeiro e em São Paulo, estima-se que mais de 1% da população trabalha para o tráfico de drogas, o qual ocupa, majoritariamente, mão-de-obra jovem ou adolescente. Nos últimos cinco anos, o dinamismo do comércio ilegal de drogas e o rejuvenescimento dos seus quadros têm impressionado a polícia. É um fator que se soma ao fenômeno do rejuvenescimento das vítimas de homicídios, observado nas últimas duas décadas, e com tendência preocupante nos últimos anos. Na década de 1980, a maior incidência de vítimas concentrava-se na faixa entre 22 e 29 anos. Nos anos 90, entre 18 e 24 anos”. A Conclusão: “Esses números demonstram claramente que os jovens são o grupo populacional que mais se envolve com o crime nos dias de hoje, e o direito penal constitucional não pode permanecer inerte e suspenso diante dessa realidade”.
Esse tipo de análise da criminalidade juvenil lembra-nos os inúmeros casos de assassinatos de negros e pobres que não são investigados pela polícia, pois “se morreu assassinado é porque era marginal”. Quem sabe não podemos incriminar as muitas vítimas de “balas achadas” do Rio de Janeiro por “interceptação de projétil ilegal”? Quem sabe, futuramente não teremos um “Minority Report” das vítimas meliantes: “Você está preso porque irá ousar ser assassinado”?
Nesse ponto, quero ajudar um pouco mais os Senhores Senadores a aperfeiçoarem sua força tarefa de combate ao crime। Segundo o Fórum Comunitário de Combate à Violência, em seu estudo “O rastro da violência em Salvador: mortes de residentes em Salvador, de 1998 a 2001”, o perfil predominante das vítimas é: “homem, negro, jovem, solteiro, com baixa escolaridade”. Então sigo com a sugestão:


ARGUMENTO III: Alguns poucos jovens se envolvem com o tráfico de entorpecentes e muitos jovens morrem।


SUGESTÃO CRIMINOLÓGICA III: Inserir entre os crimes hediondos os seguintes ilícitos: ser negro, jovem, solteiro (acho que esse as solteironas vão gostar e ainda vai diminuir o número de mães solteiras), com baixa escolaridade (acabamos com o problema da educação sem precisar de FUNDEB) e pobre (exterminamos a preguiça nordestina). Nesses casos, eleva-se à terceira potência a pena, excluindo também qualquer benefício de progressão da pena. Para dar cientificidade secular ao ilícito “ser negro”, sugiro, ademais, a citação de Nina Rodrigues. Ah, não precisa! Apenas com a redução da maioridade penal já leva tudo junto. Afinal, a justiça só é cega na Praça dos Três Poderes.



[2] Parecer retirado do endereço: http://congressoemfoco.ig.com.br, no dia 26 de abril de 2007.