06/09/2007

Confissão

Se acaso, algum dia
Alguém realize a proeza
De ler parte de meus versos
Verá como minha retórica
É pobre
Como pobre sempre está
O meu espírito
No ato de redigir
Verás quantos nãos
E talvez há neles.

Mas, minha existência
É repleta de dúvidas
E negações
Medos
Poucas emoções.

Verás, nobre amigo,
A medida da insignificância
De versos
Que pautam nada
Não existem
Não transmitem

E perceberás
Que esse ser
Que vos escreve
Sempre foi,
De verdadeiro,
Uma farça.


Leo Vilas Verde: Mataripe - São Francisco do Conde - Bahia
18 de julho de 2004
Foto: São João do Cabrito, durante o show da Tallowah Roots na Festa dos Pescadores 2007

2 comentários:

Unknown disse...

Olha eu aqui novamente pra mais uma vez falar o quanto escreves bem!
Não vi e nem vejo pobreza nos seus versos muito menos no seu espirito..rs!
Parabens grande Homem das escritas!

Leo Vilas Verde disse...

Valeu, minha linda...
Se você reparou na data, essa poesia eu produzi em julho de 2004. Naquele tempo, eram outra histórias e, por isso, outro "eu lírico".

Beijos!!!!